All Dub Group

DICAS E SOLUÇÕES PARA UMA VIDA MAIS INCLUSIVA

Como tudo começou? Conheça a All Dub Group

alldub como tudo comecou

Oi pessoal que ama o audiovisual e que sabe que isso tem que ser acessível a todos, vou contar a vocês uma história, que é a minha, da minha carreira, da minha vida, das batalhas que lutei para chegar até aqui e construir, com muito esforço e meu próprio estúdio de dublagem!

Eu sou a Ana Lucia Motta, profissional com mais de 20 anos na carreira da dublagem, e vou mostrar como o trabalho e a visão empreendedora me trouxeram até este momento, em que eu sou CEO da All Dub, no qual vivemos, ainda sob as restrições do Covid-19, mas com muita dedicação para incluir…….pessoas esperanças no futuro.

Mas estou me adiantando muito. Vamos voltar ao começo da minha carreira no mundo da dublagem, quando fui a uma agência de RH procurar emprego. Pois é… Tempos atrás era assim que procurávamos emprego e uma agência colocou na minha frente a oportunidade que mudou minha vida. O trabalho era em um dos mais famosos estúdios de dublagem do País, o Herbert Richers que precisava desesperadamente de alguém para administrar os estúdios. Aliás ele mesmo, o próprio Herbert seria o meu chefe.

Fui contratada e, já fui analisando o local e o chefe. Herbert era um visionário e grande empreendedor. Os estúdios? Muito bons, mas sempre pensei que nada é tão bom que não precise ser melhorado, e os estúdios precisavam de muitas mudanças. Eu sempre fui muito ativa e batalhadora e comecei a estudar todos os setores do estúdio, olhando bem o que funcionava, o que precisava melhorar; comecei a criar gráficos e planilhas, além de organizar e regularizar o financeiro

Meu chefe, o senhor Herbert começou a prestar atenção em mim e no meu trabalho e eu me senti muito bem, pois foi a primeira oportunidade que eu tive de mostrar meu valor profissional e do que eu era capaz.

Todo o período em que trabalhei nos estúdios Herbert Richers foram de grande aprendizado e realmente a grande mudança da minha vida. Lá eu administrei, organizei e coordenei uma grande equipe, além de organizar o financeiro, cuidar do faturamento da empresa, os Recursos Humanos e a Contabilidade. Serviu de base para meu futuro estúdio, de como eu gostaria que fossem os meus próprios negócios.

Depois de passar cinco anos como diretora da empresa Herbert Richers, um fato muito triste, mas que é parte da vida, aconteceu: em 2009 o Sr. Herbert Richers morreu aos 86 anos, e, na ocasião, seus filhos e herdeiros decidiram descontinuar a empresa e fechar os estúdios. Foi um momento de grande tensão, já que um grande chefe se foi e nós todos, que ajudamos a fazer o nome da Herbert Richers, que fizemos parte da história, estávamos sem destino.

Me perguntei o que fazer, já que a vida continua e temos que pensar no presente e no futuro. Para onde ir? Apenas voltar ao mercado e tentar encontrar outro local onde me sentisse respeitada como profissional? Isso seria difícil, já que os cinco anos que passei nos estúdios foram especiais, como a empresa era especial.

Esse foi o momento em que brotou na minha cabeça a ideia de montar meu próprio estúdio de dublagem. Da ideia na cabeça nasceu a vontade de conquistar o meu próprio espaço. Foi quando eu descobri a minha veia empreendedora. Batalhadora eu sempre fui; trabalhadora também, mas neste momento nasceu a vontade de ser dona do meu negócio, que eu faria de acordo com tudo o que idealizava.

Comecei a traçar um plano de negócios, tendo como base meu conhecimento do negócio, que aprendi durante os anos da Herbert Richers. Fui à luta! Nunca deixei que os obstáculos me vencessem, pois minha determinação e minha vontade eram maiores.

Na minha mente só pensava: “vai dar tudo certo. É o que eu quero, é por isso que lutei tanto. Vou conseguir! Eu não vou desistir!

Porque, veja bem, eu não queria apenas ter um estúdio que fosse apenas meu. Queria mostrar a importância desse trabalho de dublagem, de tradução, para tornar acessível os audiovisuais para todos os públicos. Sim! Eu já pensava em acessibilidade para pessoas com deficiência.

E, depois de muito trabalho, consegui!  Em maio de 2015 eu criei o meu próprio estúdio, o All Dub Group. Realizei meu sonho de um estúdio 100% meu, que começou pequenino, em uma sala alugada no bairro de Botafogo, aqui no Rio de Janeiro. Depois que instalei todo o necessário para o estúdio funcionar, contratei um funcionário e saímos juntos em busca de clientes.

O trabalho mais uma vez me favoreceu, e o estúdio logo cresceu com muitos projetos, mas eu queria mais. Queria inovar, e em 2017 pensei em um grande plano de crescimento. Eu precisava de novos projetos e pensei em ampliar os estúdios com algo que fosse “inclusivo”, que promovesse a “acessibilidade” aos conteúdos audiovisuais para todos os públicos, especialmente as pessoas com deficiência auditiva e visual.

E foi assim que resolvemos ir além de estúdio de dublagem e legendagem. Nossos novos projetos foram a introdução das produções de janela de Libras, Closed Caption e a Audiodescrição, como recursos para o audiovisual pré-gravado e também nos eventos ao vivo.

Em 2018, quando já tínhamos feito diversos projetos de acessibilidade, veio a necessidade de crescer fisicamente, já que precisávamos agregar mais profissionais ao trabalho. Foi quando mudamos para o atual endereço, em Copacabana. Mas, mesmo com a All Dub crescendo, ainda enfrentávamos o obstáculo de sermos estreantes no mercado.

Para conseguirmos posicionar a All Dub dentro do seu segmento, foi preciso trabalhar muito para proporcionar um serviço de qualidade, diferenciado e que atendesse a uma nova demanda, que, acreditem, não para de crescer. E hoje estamos no mercado da dublagem e da acessibilidade ao vivo, como a empresa que mais fez projetos no ano 2019, como o Carnaval na Sapucaí, a Rio2C, RHRio, o festival Anima Mundi,o GameXP, o Rock in Rio, a Bienal, e diversas mostras culturais no CCBB, CAIXA CULTURAL e Museu do Amanhã.

Desafios em meio à pandemia

Chegamos a 2020 com uma boa posição no mercado de dublagem e da acessibilidade, com os nossos negócios fluindo e com o mercado de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva crescendo, o que garantiu a inclusão a esses conteúdos audiovisuais, quando fomos surpreendidos pelo maior desafio que teríamos a enfrentar: a pandemia do Corona Vírus.

O isolamento social veio e fez o mercado das artes ser paralisado. Espetáculos, eventos, peças de teatro, tudo suspenso até segunda ordem. E como em outras áreas, nós, da All Dub tivemos que nos reinventar durante esse tempo, que ainda não terminou, mas que injetou em mim e na minha equipe uma dose extra de motivação para continuar propagando nossa missão.

Com as novas produções e eventos parados, nós buscamos conteúdos já produzidos para implantar os trabalhos de acessibilidade, mantendo nossa vontade de aumentar a inclusão além dos nossos trabalhos.

Nesse novo desafio, nós da All Dub tivemos grandes aliados, como a Cinemateca Brasileira, órgão governamental de preservação e acesso de acervos audiovisuais nacionais, e nos apoiou na implementação da Língua Brasileira de Sinais, audiodescrição e legendagem descritiva nos títulos lá arquivados.

Apesar das dificuldades da pandemia, a essência de quem trabalha com entretenimento, como nós da All Dub continua a mesma: conectar pessoas e criar experiências incríveis.

Ainda estamos sob restrições, mas continuamos buscando alternativas, o que aconteceu com o crescimento das plataformas de streaming e as transmissões de audiovisuais por novas plataformas, que transmitem shows e eventos. Essas alternativas movimentaram a indústria das artes, e nós, da All Dub continuamos nossa proposta de garantir acessibilidade por meio das traduções simultâneas, audiodescrições e legendagens descritivas, com inclusão para todos os públicos, inclusive para as pessoas com deficiência visual e auditiva.

Este último desafio ainda não terminou, mas nós da All Dub continuamos trabalhando para fornecer acessibilidade aos conteúdos para todos, com garantia de trabalho em ambiente seguro e salubre para nossos profissionais. Eu, Ana Lucia, tenho a fé de que venceremos este desafio, e ainda sinto vontade de crescer, de buscar novos projetos. E quero dizer que, em todos os momentos, eu carrego a certeza de que estou cumprindo o meu papel de tornar o mundo um lugar melhor mais acessível para todos, e que eu estava certa em não desistir dos meus sonhos, que ainda estou realizando.

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Ana Lúcia Motta

Olá, bom que você está aqui. Aproveite nossos conteúdos ricos sobre o mercado de dublagem e acessibilidade para levar seu evento, mensagem e produções audiovisuais para audiências em todas as nações.

Sou CEO da All Dub Group, e Palestrante em Projetos de Acessibilidade e Dublagem como RIO2C e Riowebfest. Sou coautora do livro “Os desafios da Mulher Empreendedora do Novo Tempo”. Registre aqui seus contatos e comece a receber dicas e soluções para seus projetos audiovisuais, eventos, palestras e treinamentos.

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